Apresentação

“Compreender o mal não o cura, mas, sem dúvida alguma, ajuda. Afinal, é muito mais fácil lidar com uma dificuldade compreensível que com uma escuridão incompreensível.” – Carl Jung.

Olá.
Seja bem vindo(a).
Espero que goste.
Luz, Paz e Alegria sempre.

Elizabeth.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

"O COITADO DE MIM"

 
O vitimismo ou vitimização é a negação da capacidade humana de se relacionar.

Nossa postura na vida está diretamente ligada às relações sociais e afetivas, ou seja, o que somos e como nos relacionamos com os outros, família, trabalho, amigos, colegas, sociedade...

Sentir-se vítima é sentir-se esmagada pela realidade, ver o mundo como algoz ou um céu nublado com ameaça de chuva.

Entender a realidade de forma obliterada, escura, conectando-se mais com a Sombra do que com a Luz.

Sentir-se incapaz de encontrar um caminho para as soluções, andar em círculos e por conta desta falta de foco transferir para o outro, para as circunstâncias, para a Vida a responsabilidade de seus problemas.

Aliás, a vítima é perita em justificativas, procura dominar esta arte de reforçar sua condição, pois ao constantemente justificar-se transforma a causa real de suas dificuldades em injustiças e assim não cresce.

Passa a ser um imã que atrai o que não deve, o que não suporta, o que não dá certo.

Queixa-se de incompetência e é verdade, ela reside no fato de não assumir a responsabilidade de seus problemas.

Reclama muitas vezes da solidão, uma condição frequente, pois se torna energeticamente pesada, difícil de lidar, ao querer que os outros mudem, apontar, criticar e questionar sempre o próximo e não procurar conhecer a si mesma, investindo numa verdadeira MUDANÇA.

Tem a fantasia de que o outro é responsável por sua felicidade.

E como isto não é verdadeiro acontecem a decepção, a infelicidade, o sofrimento, a mágoa, o isolamento.

Chamamos a postura de vítima de “o Coitado de mim” que é uma persona, uma máscara usada para não assumir a realidade da forma como ela se apresenta.

Ela esconde o medo de crescer, de mudar, de assumir emoções, sentimentos, responsabilidades.

Nossas limitações e dificuldades não podem ser transferidas para o outro além disso, não temos controle sobre os relacionamentos, sobre a Vida.

Lidar com esta descontinuidade é o exercício maior para o crescimento emocional e espiritual.

As relações são bilaterais, assim como tudo no Universo é dual.

Somos Nós e tudo o que nos cerca.

Esta inter-relação é a base de tudo.

O "Coitado de mim" usa o outro para justificar as suas limitações e se acomoda na vitimação, usando-a como forma de controle.

É intolerante com a imperfeição, portanto renega o crescimento, pois não tolera cometer erros e viver é aprender por erros e acertos.

Sofre de constante tortura, consumindo-se no que acredita que deve ser, no que o outro deve fazer, no que deve acontecer.

Não aceita, nem respeita a liberdade de escolha, o tempo do outro, o outro como ele realmente é.

O mundo deve ser o que imagina e planeja, mais uma forma de evitar o contato com a realidade.

Acredita nas projeções e desejos que não vive, ou viveu.

A aparente fragilidade do “Coitado de mim” é perigosa, sob esta pseudodebilidade, esta falsa humildade, se esconde uma pessoa orgulhosa, perfeccionista e controladora.

Não se perdoa por não alcançar seu ideal de perfeição e estabelece então uma forma distorcida de comunicação e relacionamento com a Vida.

Ele é bom, os outros é que não prestam.

Ele sofre, porque os outros são errados.

Eles é que tem que mudar.

E o círculo se forma, a vítima sofre, seu sofrimento faz os outros sofrerem, e ficam todos enrodilhados nessa energia.

Esse drama na maioria das vezes é inconsciente.

Esta persona pode começar a ser usada muito cedo, na infância, quando as primeiras relações afetivas são construídas.

Dependendo de suas referências a criança começa a crer que o mundo é muito assustador, e a única maneira de agir aceitável é conseguir a simpatia através da culpa e das rejeições que espelha ou denuncia.

Acredita que não pode confiar nas pessoas, que cedo ou tarde terá decepções.

E por conta desta crença, atrai justamente o que teme.

O Universo responde produzindo a energia esperada e o drama se consolida.

A retomada do caminho do equilíbrio se dá com o empoderamento pessoal, a consciência da própria força para quebrar os elos desta armadilha.

Se posicionar como agente do seu destino, aceitar as diferenças, as dificuldades, crescer.

Sair do passado, focar no presente, entregar o futuro.

As dificuldades da Vida são necessárias ao nosso desenvolvimento. Nossas Almas caminham sempre na direção do aprendizado e crescimento através das diversas experiências, da vivência dos variados papéis.

Somos, filhos e filhas, irmãos e irmãs, pais e mães, avôs e avós e ...
Assim aprendemos, aparamos nossas arestas, lidamos com as frustrações,com as alegrias, as tristezas, as conquistas.

Só podemos crescer naquilo que nos pertence, o caminho da evolução é individual e de competência própria.

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